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Texto de Autor Ao som de um bolero
prosapoetica
Lúcia Laborda
23/ 3/ 2009
Numero de Visualizações 88 Visualizações  
 
Eu aqui, triste,

pensando na vida,

nos momentos em que a solidão

toma meu corpo,

aperta meu coração...

Tudo fica escuro,

quando em vão te procuro.

E assim, a hora não passa.

Em cada manhã que chega

meu sonho esfumaça,

morro um pouco a cada dia.

Ao perder a alegria

preciso vestir a fantasia,

me agarrar a ilusão,

tentando enganar,

meu frágil coração.

Eis-me aqui, novamente,

sonhando docemente,

ao som de um bolero,

nos braços de quem tanto quero,

rodopiando pelo imenso salão.

Só assim, desfaço a tristeza;

reencontro a beleza;

refaço a esperança.

Já que não posso vencer a vida

reinvento essa vida,

na doce ilusão,

de que tenho teu coração.


http://www.vidaalmaepoesia.com/decoracaopracoracao/60_Ao_som_de_um_bolero.htm
 
 


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