Divagando nos sonhos de amor
Divagando nos sonhos de amor,
ficam nas entrelinhas,
mensagens que em mares, singram;
falam de um amor divinal
e nas viagens de cada verso
deixam reluzir o brilho do universo.
Mas, quem és tu afinal?
Quando falas desse amor,
perdido no tempo,
que ficou marcado no astral?
Se este amor é tão fortalecido,
o que te freia o sentido?
Por que falas em torres de areia,
na fortaleza que te abriga,
se como dizes,
não há mais o canto da sereia?
O que te impede
construir teus degraus,
que te levem, verdadeiramente,
a esse sonho que pulsa,
não mais adormecido,
em tuas entranhas,
em teu sentido?
Por que não abres os braços a ti mesmo,
acolhes o sentimento que te agita
e te entregas ao mundo dos amantes?
O tempo passa, nada acontece
e a teia que o tempo tece,
sufoca o amor, destrói os sonhos,
apaga o brilho da lua,
quando perde a esperança,
de ver o sol, em noites de luar,
porque ainda que errantes,
sol e lua precisam se abraçar.
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